Quando se fala em ácidos no skincare, é comum sentir um misto de curiosidade e insegurança. O nome soa forte, e a variedade de opções, de glicólico a tranexâmico, pode parecer intimidante à primeira vista. Mas a verdade é que os ácidos são alguns dos ativos mais versáteis e bem estudados da dermatologia cosmética. Cada um tem uma função específica, e quando usados do jeito certo, entregam resultados reais.
Existe ácido para esfoliar, para clarear manchas, para controlar oleosidade, para potencializar outros ativos e até para hidratar. O desafio não é usar ácidos, é saber qual ácido usar, com que frequência e como combiná-lo com o restante da rotina.
Neste guia, a Ana Gloss explica os 9 principais ácidos usados no skincare: para que cada um serve, como encaixar na rotina e como evitar os erros mais comuns que irritam ou prejudicam a pele.
O que são os ácidos no skincare?
Os ácidos cosméticos são moléculas ativas que interagem com as camadas da pele para promover renovação celular, clarear manchas, controlar oleosidade ou reforçar a hidratação. Apesar do nome, a maioria dos ácidos usados em cosméticos é bem tolerada pela pele quando aplicada nas concentrações e frequências corretas.
Diferente do que o nome sugere, ácido não significa agressão. O que determina o efeito de um ácido é o pH da fórmula, a concentração do ativo e o tipo de pele de quem usa. Um produto com ácido glicólico a 5%, por exemplo, é suave o suficiente para usar em casa sem acompanhamento profissional, enquanto uma solução de 30% para peeling é procedimento de consultório.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o uso de ácidos cosméticos pode ser muito eficaz para renovação da pele e tratamento de manchas, mas exige atenção à fotossensibilidade que alguns deles causam, tornando o protetor solar parte obrigatória da rotina.
Outro ponto importante: nem todo “ácido” no skincare é esfoliante. O ácido hialurônico, por exemplo, é um humectante. O ácido ferúlico é antioxidante. Entender as categorias é o primeiro passo para usar cada ativo com inteligência.
AHA, BHA e PHA: entendendo os grupos
Os ácidos cosméticos são organizados em grupos de acordo com sua estrutura química e forma de atuação. Os mais conhecidos são AHA, BHA e PHA. Para um aprofundamento nas diferenças entre os dois primeiros, temos um artigo completo sobre AHA e BHA.
AHA (alfa-hidroxiácidos): são hidrossolúveis e atuam principalmente na superfície da pele, afrouxando as ligações entre as células mortas da camada mais externa (estrato córneo) para acelerar a renovação celular. São derivados de fontes naturais como frutas, cana-de-açúcar ou leite. Exemplos: ácido glicólico, láctico, mandélico e cítrico. Indicados para manchas, envelhecimento, textura irregular e pele sem viço.
BHA (beta-hidroxiácidos): são lipossolúveis, o que significa que conseguem penetrar nos poros e dissolver o excesso de sebo acumulado no seu interior. O principal (e praticamente único) BHA usado em cosméticos é o ácido salicílico. Indicado para pele oleosa, com acne, cravos e poros dilatados.
PHA (poli-hidroxiácidos): têm moléculas maiores que os AHA, o que significa que penetram menos na pele e causam menos irritação. São os mais indicados para peles sensíveis ou reativas que querem os benefícios da esfoliação química com menos risco. O ácido gluconolactona é o representante mais comum.
Outros ácidos com funções próprias: além dos grupos clássicos, existem ácidos que não se encaixam nessas três categorias e têm mecanismos de ação únicos: o ácido ferúlico (antioxidante), o tranexâmico e o kójico (clareadores), e o azelaico (anti-inflamatório e clareador). Cada um deles merece atenção separada.
Os 9 principais ácidos no skincare
1. Ácido glicólico
O ácido glicólico é o AHA mais estudado e também o mais potente. Tem a menor molécula entre os alfa-hidroxiácidos, o que permite uma penetração mais profunda na pele, com resultados mais expressivos, mas também com maior risco de irritação se mal usado.
Para que serve: renovar as células da epiderme, melhorar a textura da pele, reduzir manchas escuras, estimular a produção de colágeno e suavizar linhas finas. É o ativo mais indicado para resultados visíveis de rejuvenescimento e uniformização do tom.
Como usar: à noite, em gel, tônico ou sérum, após a limpeza. Concentrações de 5% a 10% são seguras para uso doméstico. Comece com 2 vezes por semana e aumente gradualmente conforme a pele se adapta. Protetor solar de manhã é obrigatório.
Melhor para: pele madura, manchas, textura irregular, fotoenvelhecimento, pele com pouco viço.
2. Ácido salicílico
O ácido salicílico é o único BHA amplamente usado em cosméticos e o favorito de quem tem pele oleosa com tendência à acne. Sua natureza lipossolúvel permite que ele penetre nos poros, dissolvendo o excesso de sebo que causa cravos e acne.
Para que serve: controlar oleosidade, desobstruir poros, reduzir a inflamação da acne, esfoliar suavemente e prevenir novas espinhas. Também tem ação antimicrobiana leve, que ajuda a controlar as bactérias envolvidas na acne.
Como usar: em sérum, gel ou tônico. Concentrações de 1% a 2% são ideais para uso diário. Pode ser aplicado de manhã ou à noite, mas o protetor solar de manhã é indispensável.
Melhor para: pele oleosa, acne, poros dilatados, cravos, pele mista com tendência ao brilho excessivo.
3. Ácido láctico
O ácido láctico é um AHA derivado do leite, com molécula maior que o glicólico. Isso o torna ideal para quem está começando com ácidos ou para peles que não toleram bem o glicólico. Além de esfoliar, o ácido láctico é também um humectante natural, o que significa que hidrata ao mesmo tempo que renova.
Para que serve: esfoliar suavemente a camada superficial da pele, melhorar a hidratação, uniformizar o tom e clarear manchas leves. É o ácido com o melhor equilíbrio entre eficácia e suavidade para iniciantes.
Como usar: à noite, 2 a 3 vezes por semana, em sérum ou tônico. Concentrações de 5% a 12% são seguras para uso doméstico.
Melhor para: iniciantes em ácidos, pele seca, pele sensível, manchas leves, pele que precisa de esfoliação e hidratação ao mesmo tempo.
4. Ácido mandélico
O ácido mandélico é derivado de amêndoas amargas e tem a maior molécula entre os AHA. Isso o torna o mais suave da família, com penetração mais lenta e gradual, menor risco de irritação e uma excelente tolerabilidade mesmo para peles sensíveis.
Para que serve: esfoliar, clarear manchas, reduzir acne leve e comedônica, melhorar textura e uniformizar o tom da pele. Tem discreta ação antibacteriana, o que o torna útil para peles com tendência à acne.
Como usar: à noite, 2 a 3 vezes por semana. Tolerado até por peles com rosacea leve. Pode ser alternado com outros ácidos ao longo da semana.
Melhor para: pele sensível, acne leve, manchas pós-inflamatórias, pele mista que não tolera o glicólico.
5. Ácido azelaico
O ácido azelaico é um dos mais versáteis da dermatologia cosmética. Ao contrário dos outros ácidos desta lista, ele não atua principalmente como esfoliante. Seu mecanismo de ação envolve inibir a enzima tirosinase (responsável pela produção de melanina) e reduzir processos inflamatórios na pele.
Para que serve: clarear manchas, tratar acne inflamatória, reduzir vermelhidão, melhorar a aparência da rosacea e uniformizar o tom da pele. É um dos poucos ativos considerados seguros durante a gravidez (sempre com orientação médica).
Como usar: pode ser usado de manhã ou à noite, em concentrações de 10% a 20%. É bem tolerado, inclusive por peles sensíveis. O efeito clareador demora de 4 a 8 semanas para aparecer com consistência.
Melhor para: acne inflamatória, rosacea, manchas, pele sensível, gestantes (com orientação do obstetra e dermatologista).
6. Ácido ferúlico
O ácido ferúlico não é esfoliante como os AHA e BHA. É um antioxidante fenólico encontrado em plantas como arroz, trigo e aveia, que tem uma propriedade especial: potencializa a ação de outros antioxidantes, especialmente a vitamina C e a vitamina E, aumentando a estabilidade e a eficácia deles.
Para que serve: proteger a pele dos danos causados pelos radicais livres, aumentar a durabilidade da vitamina C na fórmula (o ácido ferúlico duplica a proteção antioxidante quando combinado com vitamina C + E) e contribuir para a prevenção do fotoenvelhecimento.
Como usar: quase sempre presente na fórmula dos séruns de vitamina C. Raramente é usado sozinho. Aplique de manhã, antes do protetor solar, para maximizar a proteção antioxidante ao longo do dia.
Melhor para: quem usa vitamina C diariamente, prevenção de fotoenvelhecimento, pele exposta ao sol.
7. Ácido kójico
O ácido kójico é obtido a partir de fungos durante o processo de fermentação do saquê e de outros grãos. Seu mecanismo de ação é bloquear a tirosinase, interrompendo a produção de melanina nas células responsáveis pela pigmentação da pele.
Para que serve: clarear manchas escuras, melasma, manchas solares e hiperpigmentação pós-inflamatória. É um dos clareadores mais eficazes disponíveis em cosméticos sem receita médica.
Como usar: à noite, em sérum ou creme clareador, em concentrações de 1% a 4%. Pode causar sensibilização em algumas pessoas, especialmente em concentrações mais altas ou em peles já comprometidas. Evitar exposição solar sem proteção.
Melhor para: manchas escuras, melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória, pele com tom irregular.
8. Ácido tranexâmico
O ácido tranexâmico é um dos ativos que mais ganhou destaque no skincare nos últimos anos. Diferente dos outros clareadores, ele age interrompendo a comunicação entre queratinócitos e melanócitos, o que reduz a produção de melanina de forma mais direcionada e com menos risco de irritação.
Para que serve: clarear manchas, incluindo melasma e manchas pós-inflamatórias, sem causar a irritação típica de outros clareadores como a hidroquinona. É considerado mais seguro e tolerável, inclusive para uso de longo prazo.
Como usar: manhã ou noite, em concentrações de 2% a 5%. Combina bem com niacinamida e ácido kójico para potencializar o efeito clareador. Os resultados aparecem em 8 a 12 semanas de uso consistente.
Melhor para: melasma, manchas escuras resistentes, pele sensível que não tolera outros clareadores, pele com hiperpigmentação difusa.
9. Ácido hialurônico: o ácido que não esfoliante
Muita gente se surpreende ao descobrir que o ácido hialurônico também é classificado como ácido. Mas ele não pertence ao mesmo grupo dos ácidos esfoliantes ou clareadores. O ácido hialurônico é um glicosaminoglicano, uma molécula naturalmente presente na derme com altíssima capacidade de reter água, chegando a atrair até 1000 vezes seu peso em água.
Para que serve: hidratar profundamente, preencher o aspecto de linhas de expressão, deixar a pele mais firme, macia e elástica. Não esfoliante, não clareador, sem fotossensibilidade, pode ser usado de manhã ou à noite por todos os tipos de pele, inclusive sensível.
Por que está neste guia: porque é o ácido mais conhecido no mercado e entender que ele é completamente diferente dos ácidos esfoliantes ajuda a montar combinações corretas. Ácido hialurônico pode, e deve, ser usado junto com ácidos esfoliantes para compensar qualquer ressecamento causado pela esfoliação.
Como usar ácidos na rotina: frequência e ordem
Incluir ácidos na rotina noturna é a abordagem mais segura e eficaz para a maioria dos tipos. A maior parte dos ácidos esfoliantes aumenta temporariamente a sensibilidade da pele ao sol, e usar à noite elimina esse risco durante as horas de maior exposição solar.
Frequência recomendada para quem está começando:
- Semanas 1 e 2: 2 vezes por semana, à noite
- Semanas 3 e 4: 3 vezes por semana
- A partir do 2º mês: ajustar conforme tolerância (alguns chegam ao uso diário com ácidos suaves como o salicílico e o azelaico)
Ordem de aplicação dos ácidos na rotina noturna:
- Limpeza com sabonete facial
- Tônico (se usar)
- Ácido em sérum ou loção (pH mais baixo, vai antes de outros séruns)
- Outros séruns (niacinamida, peptídeos)
- Hidratante
- Oclusivo, se necessário (esqualano, manteiga)
De manhã, sem exceção: protetor solar com FPS 30 ou mais. Sem proteção solar, os AHA podem paradoxalmente piorar manchas ao invés de clarear, porque a pele renovada fica mais vulnerável à ação dos raios UV.
Segundo estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology, o uso regular de AHA associado ao protetor solar mostrou melhora significativa na textura e no fotoenvelhecimento em 12 semanas de uso consistente.
O que combinar e o que evitar
Combinações que funcionam bem:
- Ácido salicílico + niacinamida: ideal para pele oleosa com acne: o salicílico limpa os poros, a niacinamida reduz vermelhidão e regula sebo
- Ácido azelaico + ácido tranexâmico: clareamento sinérgico para manchas e melasma
- Ácido ferúlico + vitamina C + vitamina E: combinação antioxidante potente para prevenção do fotoenvelhecimento
- Ácido láctico + ácido hialurônico: esfoliação suave com hidratação simultânea
- Ácido mandélico + niacinamida: clareamento suave para pele sensível
- Ácido kójico + ácido tranexâmico: para manchas resistentes e melasma
Combinações que exigem cuidado e alternância:
- AHA + retinol na mesma noite: ambos são ativos de renovação e juntos podem irritar a barreira cutânea. O ideal é usá-los em noites alternadas: ácido nas terças e quintas, retinol nas segundas e quartas, por exemplo.
- Ácido glicólico + vitamina C na mesma rotina: ambos têm pH ácido e podem competir pela absorção. A solução é vitamina C de manhã e glicólico à noite.
- Dois AHA diferentes na mesma aplicação: redundante e irritante, escolha apenas um AHA por vez.
Combinações a evitar:
- AHA ou BHA + esfoliante físico no mesmo dia: esfoliação em dobro que danifica a barreira e causa vermelhidão
- Múltiplos ácidos potentes ao mesmo tempo, sem experiência prévia: acumular glicólico, salicílico e retinol na mesma noite é um atalho para pele irritada
Para entender melhor a lógica da esfoliação facial e a diferença entre física e química, confira nosso guia completo sobre o tema.
Cuidados essenciais ao usar ácidos
Fotossensibilidade: a maioria dos AHA esfoliantes aumenta temporariamente a sensibilidade da pele ao sol. Isso não impede o uso, mas torna o protetor solar diário absolutamente obrigatório. Sem proteção solar, os benefícios do ácido são anulados e o risco de novas manchas aumenta.
Introdução gradual: introduza um ácido de cada vez. Comece com 2 vezes por semana e observe como a pele reage antes de aumentar a frequência. Adicionar vários ácidos ao mesmo tempo dificulta identificar qual está causando reação.
Sinais de que a pele está pedindo uma pausa: vermelhidão intensa que dura mais de 1 hora após a aplicação, descamação excessiva nos dias seguintes, ardência prolongada ou sensação de queimação persistente. Esses sinais indicam que a frequência ou a concentração está acima do que a pele consegue tolerar no momento.
Barreira cutânea: o uso excessivo de ácidos compromete a barreira cutânea, causando sensibilidade aumentada, ressecamento e, paradoxalmente, mais acne. Nas noites sem ácido, priorize ingredientes que reforçam a barreira: ceramidas, pantenol, centella asiática.
Consultar dermatologista: para o uso de ácidos em concentrações mais altas (glicólico acima de 15%, peelings profundos) ou para tratar condições como melasma avançado e rosacea, a orientação de um profissional habilitado é recomendada. A Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza um buscador de dermatologistas pelo site.
Perguntas frequentes sobre ácidos no skincare
Preciso de receita médica para comprar ácidos no skincare?
Não. A maioria dos ácidos cosméticos, como o glicólico, salicílico, láctico, mandélico, azelaico e tranexâmico, está disponível sem receita em farmácias e lojas de cosméticos, em concentrações seguras para uso doméstico. Concentrações mais altas, como o ácido glicólico acima de 30% ou peelings profundos, são procedimentos de consultório realizados por dermatologistas ou esteticistas habilitados.
Posso usar ácido todo dia?
Depende do tipo de ácido e da tolerância da sua pele. O ácido salicílico (1-2%) e o ácido azelaico são geralmente bem tolerados no uso diário. Os AHA mais potentes, como o glicólico, costumam ser introduzidos 2 a 3 vezes por semana e aumentados gradualmente. O importante é ouvir a pele: se aparecer vermelhidão intensa, descamação ou ardência, reduza a frequência.
Qual ácido é melhor para quem nunca usou ácidos antes?
O ácido láctico ou o mandélico são as escolhas mais seguras para iniciantes. Têm moléculas maiores, penetram menos na pele e causam menos irritação que o glicólico. O ácido salicílico a 1% também é uma boa entrada para quem tem pele oleosa e acne. A regra geral para estreantes em ácidos: comece pelo mais suave, 2 vezes por semana, e só suba a frequência ou a concentração quando a pele mostrar que está bem adaptada.
Posso usar ácido de manhã?
Sim, alguns ácidos podem ser usados pela manhã, especialmente o salicílico, o azelaico e o ferúlico, que não aumentam a fotossensibilidade da pele. Para os AHA esfoliantes (glicólico, láctico, mandélico), usar à noite é mais recomendado. Independente do horário, o protetor solar com FPS 30 ou mais é obrigatório de manhã para qualquer rotina que inclua ácidos.
Ácidos ressecam a pele?
Depende do tipo e da frequência. O ácido láctico e o hialurônico são hidratantes e não ressecam. Os AHA esfoliantes (glicólico, mandélico) podem deixar a pele levemente mais seca no início do uso, especialmente em concentrações mais altas ou frequência excessiva. Usar um bom hidratante após o ácido e ceramidas nas noites sem ácido minimiza bastante esse efeito e mantém a barreira cutânea saudável.
Conclusão: o caminho começa com um ácido de cada vez
Os ácidos no skincare são, na prática, um dos investimentos mais inteligentes que alguém pode fazer pela saúde da pele. De esfoliantes que renovam e clareiam a antioxidantes que protegem, cada tipo tem um papel bem definido e resultados comprovados pela dermatologia.
O segredo não está em usar muitos ácidos ao mesmo tempo, mas em escolher o certo para a sua necessidade e introduzi-lo com paciência. Comece por um. Use com consistência. Respeite o protetor solar. Ouça a sua pele.
Se quiser ir mais fundo em algum ácido específico, cada um dos que mencionamos aqui tem um guia completo no blog. Escolha o que mais combina com a sua pele agora e dê o próximo passo com confiança.
Diane started The Glow Ritual Lab after her own skin changed in her late 30s. Now in her early 40s, she reads the science behind menopausal skin — from sources like the American Academy of Dermatology and The Menopause Society — and turns it into simple, honest routines for women over 40.






